Linha Inovacred · FINEP
O Inovacred é uma das condições mais vantajosas de crédito disponíveis hoje para quem inova: não há incidência de IOF e a taxa de juros fica bem abaixo da praticada pelo mercado, com prazo estendido e período de carência. O recurso, porém, só chega a quem consegue traduzir sua ideia na linguagem que o agente financeiro e a FINEP avaliam. É esse o trabalho: transformar o que a sua empresa quer fazer em um projeto tecnicamente enquadrado, orçado com precisão e pronto para passar pela análise.
Nenhum projeto, por melhor que seja, supera a indisponibilidade de recurso ou uma restrição de crédito. Procure a sua cooperativa de crédito ou instituição financeira e verifique três coisas:
Com essas três respostas em mãos, a decisão de contratar a elaboração deixa de ser uma aposta.
A submissão é feita por meio de um operador de crédito homologado pela FINEP. No noroeste do Paraná, os principais são:
Cada operador tem seu próprio fluxo de análise, exigências documentais e ritmo de resposta. A escolha do operador certo para o perfil da empresa faz parte da orientação inicial.
Elaboração técnica do projeto, coleta de dados e preenchimento do formulário para submissão ao operador de crédito homologado.
| Porte da empresa | O que está incluído | Valor |
|---|---|---|
| Pequeno porte faturamento até R$ 4 milhões/ano |
Coleta de dados, estruturação técnica do projeto e preenchimento do formulário de submissão, para financiamentos de até R$ 2 milhões. | R$ 1.800,00 |
| Pequeno porte financiamentos acima de R$ 2 milhões |
Mesmo escopo, acrescido da taxa de êxito calculada sobre o valor total do financiamento. | R$ 1.800,00 + 0,25% do total |
| Médio e grande porte faturamento acima de R$ 4 milhões/ano |
Mesmo escopo, com maior complexidade documental e de análise de crédito, para financiamentos de até R$ 2 milhões. | R$ 2.200,00 |
| Médio e grande porte financiamentos acima de R$ 2 milhões |
Mesmo escopo, acrescido da taxa de êxito calculada sobre o valor total do financiamento. | R$ 2.200,00 + 0,5% do total |
| Correções e ajustes | Adequações e complementações solicitadas após a análise do banco operador ou da FINEP. | R$ 250,00 / hora técnica |
O gasto do recurso liberado precisa ser periodicamente comprovado. A prestação de contas mal conduzida gera glosa de despesas e devolução de valores já aplicados.
| Serviço | O que está incluído | Valor |
|---|---|---|
| Levantamento de evidências | Visita técnica à empresa para verificação em campo e coleta das evidências de execução do projeto. | R$ 500,00 / visita |
| Organização documental e relatórios | Organização dos documentos comprobatórios e elaboração dos relatórios de prestação de contas para envio à FINEP e ao operador. | R$ 250,00 / hora técnica |
Cada um destes pontos é uma porta por onde um projeto pode ser reprovado. O trabalho consiste em fechar todas antes da submissão.
Faturamento, CNAE, tempo de operação, regularidade fiscal e trabalhista e situação cadastral junto ao operador.
Grau de novidade — para a empresa, para o mercado ou para o país — e aderência ao conceito de inovação de produto, processo, serviço ou modelo de negócio.
Compatibilidade com as diretrizes vigentes, temas prioritários e restrições específicas do operador homologado.
Problema enfrentado, solução proposta, estágio de maturidade tecnológica e resultado esperado ao fim do projeto.
Etapas, metas verificáveis, entregas e cronograma físico compatível com os prazos de carência e amortização.
Separação entre o que a linha financia e o que não financia, memória de cálculo e justificativa de cada rubrica.
Distribuição dos desembolsos e sua compatibilidade com o cronograma físico e com o fluxo de caixa da empresa.
Comprovação da capacidade de aporte próprio na proporção exigida pela linha e pelo operador.
Equipe, infraestrutura, parceiros de P&D — ICTs e universidades — e histórico da empresa em projetos anteriores.
Capacidade de pagamento, nível de endividamento e garantias oferecidas. Costuma ser o gargalo real da aprovação.
Dimensionamento do mercado, modelo de receita e projeção de retorno que sustente o pagamento do financiamento.
Riscos técnicos, de mercado e de execução, com plano de contingência para cada um.
Faturamento incremental, empregos qualificados, propriedade intelectual e ganhos de produtividade a serem acompanhados.
Nexo estabelecido desde o início entre cada despesa, cada meta e a evidência que a comprova.
O que separa um projeto aprovado de um projeto devolvido raramente é a qualidade da ideia. É o domínio dos critérios de quem analisa.
André Turetta trabalha com inovação a partir do interior — e essa escolha explica o método. Enquanto o debate sobre financiamento à inovação se concentrava nos grandes centros, ele foi estudar exatamente isso no mestrado da UTFPR: como o capital chega, ou deixa de chegar, às empresas de um sistema regional de inovação. A pesquisa sobre corporate venture capital aplicada a regiões como a nossa virou a base de um trabalho prático: descobrir por que boas empresas do noroeste do Paraná tinham projetos consistentes e ainda assim voltavam de mãos vazias das instituições de fomento.
A resposta quase nunca estava na ideia. Estava na distância entre o modo como o empresário descreve o que faz e o modo como o analista de crédito precisa ler para aprovar. Desde então, o trabalho tem sido reduzir essa distância — dentro do SRI Arenito Caiuá, do ELI Umuarama, do Technopark Umuarama, em projetos com o SEBRAE/PR e com prefeituras da região, e na sala de aula, formando quem vai tocar as próximas empresas daqui.
Cada uma das competências abaixo existe porque foi exigida por um projeto real.