Turetta.Design
Consultoria em inovação · Umuarama, PR

Linha Inovacred · FINEP

Elaboração de projetos para captação de recursos de inovação

O Inovacred é uma das condições mais vantajosas de crédito disponíveis hoje para quem inova: não há incidência de IOF e a taxa de juros fica bem abaixo da praticada pelo mercado, com prazo estendido e período de carência. O recurso, porém, só chega a quem consegue traduzir sua ideia na linguagem que o agente financeiro e a FINEP avaliam. É esse o trabalho: transformar o que a sua empresa quer fazer em um projeto tecnicamente enquadrado, orçado com precisão e pronto para passar pela análise.

Antes de contratar a elaboração, faça esta verificação

Nenhum projeto, por melhor que seja, supera a indisponibilidade de recurso ou uma restrição de crédito. Procure a sua cooperativa de crédito ou instituição financeira e verifique três coisas:

  1. Disponibilidade de recursos. Confirme se há dotação aberta para a linha no momento e qual a previsão de novos aportes.
  2. Pré-análise de crédito. Verifique o limite da empresa, a situação cadastral e as garantias que serão exigidas.
  3. Simulação do financiamento. Peça valores, prazos, carência, taxas e o percentual de contrapartida próprio exigido.

Com essas três respostas em mãos, a decisão de contratar a elaboração deixa de ser uma aposta.

Instituições que operam a linha

A submissão é feita por meio de um operador de crédito homologado pela FINEP. No noroeste do Paraná, os principais são:

Cada operador tem seu próprio fluxo de análise, exigências documentais e ritmo de resposta. A escolha do operador certo para o perfil da empresa faz parte da orientação inicial.

Valores

Elaboração técnica do projeto, coleta de dados e preenchimento do formulário para submissão ao operador de crédito homologado.

Elaboração e submissão · Linha Inovacred
Porte da empresa O que está incluído Valor
Pequeno porte
faturamento até R$ 4 milhões/ano
Coleta de dados, estruturação técnica do projeto e preenchimento do formulário de submissão, para financiamentos de até R$ 2 milhões. R$ 1.800,00
Pequeno porte
financiamentos acima de R$ 2 milhões
Mesmo escopo, acrescido da taxa de êxito calculada sobre o valor total do financiamento. R$ 1.800,00
+ 0,25% do total
Médio e grande porte
faturamento acima de R$ 4 milhões/ano
Mesmo escopo, com maior complexidade documental e de análise de crédito, para financiamentos de até R$ 2 milhões. R$ 2.200,00
Médio e grande porte
financiamentos acima de R$ 2 milhões
Mesmo escopo, acrescido da taxa de êxito calculada sobre o valor total do financiamento. R$ 2.200,00
+ 0,5% do total
Correções e ajustes Adequações e complementações solicitadas após a análise do banco operador ou da FINEP. R$ 250,00 / hora técnica
Como funciona a taxa de êxito. A taxa incide sobre o valor liberado pela FINEP e torna-se devida no momento do parecer favorável de liberação — não no depósito do recurso nem na assinatura do contrato. O parecer favorável é o resultado do trabalho contratado: uma vez obtido, o êxito está configurado, ainda que a empresa decida não levar a contratação da linha de financiamento adiante.

Prestação de contas

O gasto do recurso liberado precisa ser periodicamente comprovado. A prestação de contas mal conduzida gera glosa de despesas e devolução de valores já aplicados.

Acompanhamento da comprovação junto à FINEP e ao operador
Serviço O que está incluído Valor
Levantamento de evidências Visita técnica à empresa para verificação em campo e coleta das evidências de execução do projeto. R$ 500,00 / visita
Organização documental e relatórios Organização dos documentos comprobatórios e elaboração dos relatórios de prestação de contas para envio à FINEP e ao operador. R$ 250,00 / hora técnica
A comprovação começa no desenho do projeto. Quando o plano de trabalho já nasce com o vínculo entre cada meta, cada rubrica e a evidência que a comprova, a prestação de contas vira rotina em vez de emergência.

O que é analisado na elaboração

Cada um destes pontos é uma porta por onde um projeto pode ser reprovado. O trabalho consiste em fechar todas antes da submissão.

Elegibilidade da empresa

Faturamento, CNAE, tempo de operação, regularidade fiscal e trabalhista e situação cadastral junto ao operador.

Enquadramento como inovação

Grau de novidade — para a empresa, para o mercado ou para o país — e aderência ao conceito de inovação de produto, processo, serviço ou modelo de negócio.

Aderência ao regulamento da linha

Compatibilidade com as diretrizes vigentes, temas prioritários e restrições específicas do operador homologado.

Escopo técnico

Problema enfrentado, solução proposta, estágio de maturidade tecnológica e resultado esperado ao fim do projeto.

Plano de trabalho

Etapas, metas verificáveis, entregas e cronograma físico compatível com os prazos de carência e amortização.

Orçamento e itens financiáveis

Separação entre o que a linha financia e o que não financia, memória de cálculo e justificativa de cada rubrica.

Cronograma financeiro

Distribuição dos desembolsos e sua compatibilidade com o cronograma físico e com o fluxo de caixa da empresa.

Contrapartida

Comprovação da capacidade de aporte próprio na proporção exigida pela linha e pelo operador.

Capacidade de execução

Equipe, infraestrutura, parceiros de P&D — ICTs e universidades — e histórico da empresa em projetos anteriores.

Análise de crédito e garantias

Capacidade de pagamento, nível de endividamento e garantias oferecidas. Costuma ser o gargalo real da aprovação.

Mercado e retorno

Dimensionamento do mercado, modelo de receita e projeção de retorno que sustente o pagamento do financiamento.

Riscos e mitigação

Riscos técnicos, de mercado e de execução, com plano de contingência para cada um.

Indicadores de resultado

Faturamento incremental, empregos qualificados, propriedade intelectual e ganhos de produtividade a serem acompanhados.

Rastreabilidade para comprovação

Nexo estabelecido desde o início entre cada despesa, cada meta e a evidência que a comprova.

Quem elabora

O que separa um projeto aprovado de um projeto devolvido raramente é a qualidade da ideia. É o domínio dos critérios de quem analisa.

André Turetta trabalha com inovação a partir do interior — e essa escolha explica o método. Enquanto o debate sobre financiamento à inovação se concentrava nos grandes centros, ele foi estudar exatamente isso no mestrado da UTFPR: como o capital chega, ou deixa de chegar, às empresas de um sistema regional de inovação. A pesquisa sobre corporate venture capital aplicada a regiões como a nossa virou a base de um trabalho prático: descobrir por que boas empresas do noroeste do Paraná tinham projetos consistentes e ainda assim voltavam de mãos vazias das instituições de fomento.

A resposta quase nunca estava na ideia. Estava na distância entre o modo como o empresário descreve o que faz e o modo como o analista de crédito precisa ler para aprovar. Desde então, o trabalho tem sido reduzir essa distância — dentro do SRI Arenito Caiuá, do ELI Umuarama, do Technopark Umuarama, em projetos com o SEBRAE/PR e com prefeituras da região, e na sala de aula, formando quem vai tocar as próximas empresas daqui.

Cada uma das competências abaixo existe porque foi exigida por um projeto real.

Mestre em Tecnologia e Sociedade — UTFPR/PPGTE
A dissertação investigou mecanismos de financiamento à inovação em sistemas regionais. É de onde vem o domínio conceitual do que os analistas de fomento efetivamente reconhecem como inovação — e é o que evita a reprovação mais comum de todas, a por não enquadramento.
Consultor credenciado pelo SEBRAE/PR
Anos de projetos entregues sob o padrão metodológico e o rigor documental que as instituições de fomento cobram. O credenciamento não é um selo: é a rotina que faz o projeto chegar completo à mesa do analista.
Articulador do ecossistema regional de inovação
Atuação no SRI Arenito Caiuá, no ELI Umuarama e no Technopark Umuarama. Conhecer quem é quem no território permite compor o projeto com ICTs, universidades e parceiros locais, além de identificar editais e fontes que se somam ao financiamento.
Professor de Administração e Marketing
Ensinar modelagem de negócios e análise de mercado todos os dias mantém afiada a parte do projeto que decide a análise de crédito: a coerência entre a promessa técnica e a capacidade real de pagar o financiamento.
Tradutor entre a empresa e o agente financeiro
Converter a linguagem de quem produz na narrativa que quem decide consegue avaliar — e trazer de volta as exigências do analista já em termos que o time da empresa consegue executar. É a competência que menos aparece no currículo e mais aparece no resultado.
Presente até a última diligência
Projeto submetido não é projeto entregue. O acompanhamento segue com resposta rápida e tecnicamente precisa às exigências do banco operador e da FINEP, mantendo o processo ativo no fluxo de análise em vez de parado em uma pendência.